Espanha oferece visto de trabalho de um ano para nômades digitais; saiba como tirar o seu!

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A Espanha abriu suas portas para os “nômades digitais”, profissionais que trabalham online e de forma remota. O país, conhecido por sua riqueza cultural, oferece visto de trabalho de um ano para aqueles que exercem atividades na rede.

Para se candidatar, de acordo com o Consulado da Espanha, é necessário declarar o emprego e passar pela verificação de antecedentes, dentre outros requisitos. Abaixo, o Brasileuro explica direitinho o procedimento.

Como tirar o visto?

O visto de trabalho autônomo na Espanha deve ser solicitado pessoalmente. Porém, a inscrição deve ser enviada com no mínimo 90 dias de antecedência da data prevista para a viagem.

No caso de brasileiros, portanto, é preciso pedir o visto logo que chegar à Espanha. Isso porque os cidadãos do Brasil podem ficar como turista em países da Europa por apenas três meses.

Feito o processo do visto de trabalho e sendo aprovado, o visto de residência deve ser retirado no prazo de um mês, a contar da data em que recebeu a notificação de que foi aprovado.

Por fim, dentro do período de validade do visto, as atividades empresariais devem começar e o trabalhador necessita realizar o registro no Seguro Social espanhol.

Leia também: Visto de empreendedor de Portugal: como tirar, quem tem direito e quanto custa?

Quais documentos apresentar?

De acordo com o consulado, há uma lista de documentos. É importante ressaltar que todos devem apresentados devem estar em espanhol. Confira:

  1. Formulário de inscrição preenchido e assinado.
  2. Passaporte original válido pelo menos até seis meses depois da data de saída e fotocópia da folha de dados e das folhas utilizadas do passaporte.
  3. Duas fotografias 3×4 recentes, coloridas e de fundo branco.
  4. Comprovante de residência e título de eleitor.
  5. Registro geral (RG) ou Registro Nacional de Estrangeiros (RNE) com validade de 180 após o fim do período de visto solicitado.
  6. Autorização de residência e trabalho expedida pela Delegação ou Subdelegação do Governo.
  7. Solicitação de residente e trabalho autônomo.
  8. Formulário para a taxa de autorização de residência), com taxa de R$ 47, paga em dinheiro.
  9. Comprovar a qualificação profissional ou experiência comprovada no exercício da atividade profissional.
  10.  Comprovar meios econômicos suficientes.
  11. Projeto de negócio ou atividade a ser realizada, com indicação de investimento previsto, rentabilidade esperada e, se for o caso, criação de postos de trabalho prevista.
  12. Relação de autorizações ou licenças que sejam exigidas para instalação, abertura ou funcionamento da atividade prevista para o exercício profissional.
  13. Atestado médico comprovando a ausência de doenças que possam afetar a saúde pública. Ainda, o atestado deve ser reconhecido pela Seção Consular e ter assinatura reconhecida em cartório. 
  14. Certificação de antecedentes criminais, emitido pelo Departamento da Polícia Federal brasileira e do país ou países onde tenha vivido nos últimos cinco anos. O certificado deve estar apostilado no Cartório e traduzido para o espanhol por um tradutor juramentado.

É preciso pagar algo pelo visto?

É necessário pagar a taxa requerida para o visto. O valor, de acordo com o governo, é 295 dólares (R$ 1,5 mil) e deve ser pago em dinheiro.

Quanto se gasta por mês para viver na Espanha?

Para se manter no país, é preciso arcar com os gastos com alimentação, aluguel, transporte, etc. Os valorem variam muito de acordo com a região em que se vive.

Aluguéis nas cidades grandes para apartamentos em regiões centrais, por exemplo, custam aproximadamente 650 euros (quase R$ 4.260). Por outro lado, residências mais afastadas são um pouco mais baratas. É possível, no entanto, encontrar locais mais baratos e por menos de 500 euros (o que equivale a R$ 3.300) em locais mais afastados.

Já as despesas com alimentação em uma cidade como Madrid, por exemplo, ficam na faixa de 350 a 400 euros. Isso para um para um casal. O valor, entretanto, não inclui produtos de limpeza e carnes, já que são itens mais caros por lá.

Por fim, os meios de transporte na Espanha são muito utilizados – sendo, muitas vezes, preferidos em lugar dos carros. O valor do bilhete unitário, por exemplo, é de 1,40 euro, e o bilhete mensal sai por 43 euros. O litro da gasolina, por sua vez, custa em média 1,30 euros.

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